Aqui um resumo muito interessante em fotos do ano de 2011 aqui na China (passado pela "fotocópia").
Bom Ano Novo! 新年快乐了 (xīnniánkuàilè)!
(Aqui em casa tenho à-vontade para escrever isto, lá não.)
Pois parece que também há revoltas na China. Regra geral leio diariamente o sítio Xinhua, a agência noticiosa oficial, e vejo os canais CCTV (estatais) em Mandarim e Inglês, daí que notícias deste género não sejam divulgadas. Já aconteceu perguntarem-me se tinha ouvido falar sobre algo que aconteceu em cidade x, e responder, envergonhada, que não. :( (E para ver alguns sítios, como o Google e seus "derivados" ou .blogspot, por vezes é necessário usar filtros nem sempre muito eficazes.) Voltando ao início, há sinais de que as pessoas já se preocupam com os resultados de um crescimento económico tão rápido: poluição, construções pouco estáveis, problemas de segurança nos transportes (como o recente acidente ocorrido em 溫州, Wēnzhōu), a constante subida do preço dos alimentos e habitações ou o abuso da força por parte da polícia. O Partido Comunista ainda julga que se garantir um crescimento económico estável, muitos se sentirão confortáveis e não criticarão nada. No entanto, com tantos protestos (discretos ou não), os principais líderes políticos já terão percebido que aquele não lhes vai dar estabilidade e poder para sempre.
O que tem contribuído bastante para a divulgação de informação é o 微博 (Wēibó, semelhante ao Twitter), por exemplo. Devido ao grande números de utilizadores e à velocidade a que tudo se passa na Internet, é muito difícil, ou até impossível, controlar.
De qualquer, e como também já li aqui e aqui, julgo que mesmo havendo manifestações de desagrado todos os dias (o país é enorme e a população imensa), desde que a classe média e os mais ricos continuem a beneficiar do crescimento económico, as coisas continuarão relativamente "calmas".
Nota: na zona onde estou no campus por vezes comentamos entre nós, colegas, que as residências, construídas tão depressa, já têm uma ou outra brecha. Para eles eles não deve haver problema, e por vezes até "soa" a desleixo... Por outro lado, penso que por serem tantos e para que haja trabalho, concerteza que num futuro próximo, se o ritmo com que recebem alunos estrangeiros se mantiver, novas residências e outros edifícios surgirão na universidade. Quanto às obras para o metro que será inaugurado em 2012 já pensei da mesma forma: há prazos para cumprir, daí trabalharem sete dias por semana (sim, ao sábado e domingo também), de manhã até à noite (23h!!), mas as regras de segurança e o rigor estarão a ser tidos em conta? Penso e espero que sim!